Ferrugem - Doenças na Soja!

Ferrugem ou Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi)

Como sabemos, a ferrugem é principal doença na cultura da soja, e que mais preocupa os produtores.

Sintomas:

Podem aparecer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta. Os primeiros sintomas são caracterizados por minúsculos pontos (no máximo1 mm de diâmetro) mais escuros do que o tecido sadio da folha, de coloração esverdeada a cinza- esverdeada, com correspondente protuberância (urédia). Esses pontos podem apresentar formato irregular e serem delimitadas pelos vasos da folha. As urédias adquirem cor castanho clara a castanho-escura, abrem-se em um minúsculo poro, expelindo os esporos hialinos que se acumulam ao redor dos poros e são carregados pelo vento.

Danos:

O seu principal dano é a desfolha precoce, impedindo a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade. O nível de dano ocasionado  (dependendo do momento em que ela incide na cultura e das condições climáticas favoráveis à sua multiplicação) pode se aproximar de 70%.

Condições de desenvolvimento:

O processo de infecção depende da disponibilidade de água livre na superfície da folha, sendo necessárias no mínimo seis horas, com um máximo de infecção ocorrendo de 10 a 12 horas. Temperaturas entre 18 °C e 26,5 °C são favoráveis para a infecção. Quanto mais cedo ocorrer a desfolha, menor será o tamanho dos grãos e, consequentemente, maior a perda do rendimento e da qualidade (grão verde). A ferrugem americana (P. meibomiae) é reconhecida como de pouco impacto sobre o rendimento; O P. pachyrhizi é mais agressivo e pode causar perdas significativas.


Controle:

O controle químico com fungicidas formulados em mistura de diferentes grupos químicos tem se mostrado eficiente. O fungicida deve ser aplicado preventivamente ou nos primeiros sintomas da doença. Deve-se realizar a semeadura no início da época recomendada, utilizar preferencialmente cultivares precoces e cumprir o vazio sanitário, eliminando plantas voluntárias de soja (guaxa ou tiguera) na entressafra, para diminuir o inóculo na safra seguinte; evitar a semeadura tardia, como também na safrinha. Cultivares com genes de resistência a ferrugem asiática estão disponíveis para algumas regiões do Brasil, no entanto, não dispensam a utilização de fungicidas, uma vez que populações virulentas podem ser selecionadas em decorrência da variabilidade do patógeno.

Referências:

- Manual de identificação de doenças de soja | EMBRAPA

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